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Faustino

Monday, November 16th, 2009

Não me impressionou.

Dito isto. O filé me parecia diferente no cardápio, esperava um algo a mais pelo elenco de ingredientes, entretanto a superposição de alguns sabores destruiu a complexidade que podia haver, simplesmente, onde foi parar a geléia de framboesa? O molho rosti apagou tudo! Ao fim não passava de um lindo pedaço de filé, feito estritamente ao ponto perfeito, coberto com um molho rosti que qualquer criança saberia fazer… Faltou um pouco de ousadia para um restaurante tão conceituado…

O delpine não é complexo, mas feito com capricho, talvez o arroz pudesse ser um pouco mais zelosamente cuidado para não interferir ainda mais na estabilidade dos pratos, depois de umas garfadas do arroz e seu sabor já ficava exagerado… Já tinham me dito que eram pesados os sabores, certamente este estilo agrada a muitas pessoas, mas não me convenceu.

Quanto ao carneiro, minhas esperanças estavam realmente na culinária com toques de nordeste, e realmente o carneiro mereceu. Assado num ponto perfeito também, coberto com redução do próprio assado, acompanhava um molho de hortelã, realmente muito bem feito. A única decepção é por critério totalmente oposto ao do filé, a receita é tão simples que realmente não deixava muito mais o que fazer errado…

A decepção, então, restringe-se à expectativas um pouco altas demais talvez, fosse um restaurante regional com toques contemporâneos qualquer, teria sido bastante elogiável… Mas para o melhor do nordeste? Merecia algo a mais, aqui mesmo na cidade existem lugares de cozinha mais interessante.

No geral, atendimento perfeito, ambiente muito bom, nada a reclamar, em especial se considerar como comparativo a antiga casa simples e antiga onde funcionava o restaurante.

Minha decepção origina-se exclusivamente das expectativas projetadas para o melhor do nordesde segundo o guia quatro rodas, portanto não se acanhem em visitar a casa, até recomendo, só não esperem muito, essa é minha recomendação.

Afim de comparações: Carneiro do “A Porteira” é melhor. E a torre de filé com cogumelos do “Murano” também desbanca o Faustino… A título provocativo, acho que as lagostas do Faustino são insuperáveis, fica na próxima ida para descobrir, por enquanto lagosta foi no “Vojnilo”.

La vie en rose

Friday, November 6th, 2009

Retornamos ao tour com uma pequena variação, agora vamos almoçar também!!!

O primeiro selecionado foi o Piaf que possui várias opções de pratos executivos por preços amigáveis e opções interessantes, e que, 100% das vezes que fui estava completamente lotado no almoço. O local tem também opções de cardápio mas a intenção e o bolso estavam preparados pros pratos executivos. Estes custam R$19,90 e dão direito ao prato principal e sobremesa.

No dia da visita tinham as seguintes opções:
Pratos:
Avestruz ao molho buordelaise com risoto parmesão
Bacalhau ao molho virgem e arroz de brocoli
Escalopinho ao molho roquefort com fettuccine
Fillet de frango ao molho curry com arroz de banana
Rondelle de parma
Sobremesas:
Petit gateau
Marquise
Creme de Café

Quando vi o cardápio fiquei na dúvida entre o bacalhau ou o avestruz, mas como o Japa já chegou falando que ia comer o tal do avestruz, resolvi pedir o bacalhau. Depois de feitos os pedidos, aproveitei para prestar atenção na decoração do local, pequeno por sinal por volta de umas 20 mesas de tamanhos variados, mas bem aconchegante e com decoração repleta de artigos antigos e fotos variadas, maioria delas remetendo aos bares franceses.

Depois de uns 20 minutos chegaram os pratos, o meu bacalhau, avestruz do Kenji e outro bacalhau do Adão ( que ia pedir o frango, mas o Kenji frustrou o menino). O meu bacalhau veio em uma porção boa, filé alto bastante suculento, no ponto ideal, descamando, coberto com um molho de ervas sem exageros, suave e ao mesmo tempo saboroso e com uns tomates cereja que estavam maravilhosos. O arroz que o acompanhava era normal, feito com brocolis congelados, mas fizeram o descongelamento direito e não comprometeu o sabor do arroz, normal, mas saboroso. A arrumação do prato era simples e limpa, até porque é só um prato executivo, sem firulas.

A sobremesa foi uma grata surpresa, e como bom apreciador de café escolhi o creme de café. Ele vem em um potinho de cerâmica com o creme e açucar queimado, com o maçarico, no topo formando aquela tradicional crosta pra ser quebrada. Creme saboroso e que lembra o sabor dos capucinos gelados.

Fica a dica para um ótimo local para ter um almoço diferenciado e com um preço justo pra qualidade do serviço e principalmente da alimentação.

Custo individual:

Prato: R$19,90

Refrigerante: R$2,70

Total: R$24,85

PS1: Banheiro não muito reservado e individual, mas muito limpo e com bom odor! (Não poderia deixar de comentar do banheiro!!!:D )

PS2: Fui outro dia, na verdade dois dias depois, e a casa estava ainda mais cheia do que no dia da visita do tour e o atendimento ficou um pouco a desejar. Os pratos vieram até rapidamente, mas a parte das bebidas e contato com os garçons foram um pouco demorados.

PS3: Nas sextas tem música ao vivo a noite, vale a visita.

Fico por aqui, beijunda para todos!

Relembrando o primeiro…

Wednesday, June 18th, 2008

Restaurante: Grand Cru

Chef: Natalie Pinheiro

Culinária: Contemporânea

Pequeno bistrô, organizado e agradável, dotado de um atendimento atencioso e uma cozinha invejável, cuja adaptação à realidade cearense (em boa parte) com um pé na alta gastronomia é salutável, as nuances francesas vicejam dos pratos, sem aderir ao exagero de outros “contemporâneos”.

Quem chega à casa sob influência da crítica tendenciosa e superficial da mídia cearense talvez se assuste, não é um local de decoração opressiva, iluminação intimista e atendimento exagerado, passa mais por um bistrô clássico, o que na minha modesta opinião isso contribuí bastante para minha avaliação da casa.
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