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	<title>Tour Gourmand &#187; Churrasco</title>
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	<description>na trilha da boa comida</description>
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		<title>Churrasco.</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 03:31:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kenji Ohi</dc:creator>
				<category><![CDATA[De fim de semana]]></category>
		<category><![CDATA[Pensadas]]></category>
		<category><![CDATA[Receitinhas]]></category>
		<category><![CDATA[Tentadas]]></category>
		<category><![CDATA[carnes]]></category>
		<category><![CDATA[Churrasco]]></category>
		<category><![CDATA[maturar]]></category>

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		<description><![CDATA[Falar de carnes parece interessante, um mínimo de interesse em gastronomia nos leva às carnes, dos bovinos às caças&#8230; Carne e a própria história da culinária se confundem, dizem que o mínimo necessário a um bom chef é fritar um ovo, mas na verdade é muito mais crucial conhecer as suas carnes.
Jean Billat-Savarin proferiu: &#8220;Depois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Falar de carnes parece interessante, um mínimo de interesse em gastronomia nos leva às carnes, dos bovinos às caças&#8230; Carne e a própria história da culinária se confundem, dizem que o mínimo necessário a um bom chef é fritar um ovo, mas na verdade é muito mais crucial conhecer as suas carnes.</p>
<p>Jean Billat-Savarin proferiu: &#8220;Depois de descoberto o fogo, o instinto de <strong>melhorar</strong> obrigou o homem a levar comida ao fogo, primeiro para secar, e <strong>depois para cozinhar.</strong>&#8220;. Melhorar é uma busca infinita da própria índole humana e uma meta inextinguível do cozinheiro, é com essa determinação que o &#8220;cozinhar&#8221; tornou-se uma arte e não mera necessidade, uma grande diferença desde os primordiais usos do fogo.</p>
<p>Um bom cozinheiro tem uma regra de ouro, a qualidade de seus ingredientes, carnes detém características que devem ser buscadas, não sendo possível destrinchar todas elas aqui, tentarei seguir apenas por aquelas mais obscuras. O frescor das carnes bovinas é mensurado por sua cor, quanto mais vermelho melhor, entretanto cuidado com os corantes&#8230; A cor de uma boa carne é vermelho telha, não vermelho vivo! Outro teste é a consistência, a carne crua deve ser firme ao toque, entretanto elástica, quando pressionada deve retornar a sua forma original rapidamente. Visualmente a carne marmoreada é o maior desejo, os pontos brancos que as boas peças apresentam são um sinal da presença de fibras de colágeno (não gorduras), estas fibras quando aquecidas derretem e promovém uma umidade desejada à peça, diferente da gordura em capas, que escorre e faz bastante mal.</p>
<p>Mas esses critérios dizem respeito apenas a algumas peças específicas, como as de churrasco, mas basicamente a regra vale para quase todas as partes&#8230; Uma coisa que pouca gente sabe, mas todos deveriam saber, é que a carne &#8220;fresca&#8221; não é aquela do animal recém morto! Uma boa peça deve descansar por 24horas pelo menos, isso mesmo, ela deve ser refrigerada cuidadosamente por um ou mais dias para que possa descansar e estar apta ao consumo ideal. Isso se deve a contínua quebra de glicose nas células, liberando energia nas fibras (ou seja, ela ainda está viva, por assim se dizer) produzindo ácido lático (aquele mesmo ácido que produzimos quando realizamos esforços físicos moderados ou pesados), este ácido lático se acumula no primeiro dia, até um ponto crítico de pH em torno de 5, enquanto esse processo de glicólise ocorre temos o conhecido (ou não) rigor mortis, estado em que as fibras se contraem e perdem a capacidade de reter água, então a carne &#8220;pinga&#8221; durante esse período, por isso ser importante sua refrigeração para limitar esta desidratação, depois de uns dias o rigor mortis terá agido e boa parte das reservas de glicose terão sido consumidas, restando muito colágeno e elastin, que são profundamente desejados no cozimento.</p>
<p>A maturação da carne é o primeiro estado de putrefação, mas não se alarmem, é desejável comer uma carne que já tenha iniciado sua decomposição, vejam só, quimicamente os compostos da carne decompõem-se em velocidades diferentes, o início do processo de putrefação começa a fazer a carne perder líquidos, algo indesejável, porém necessário para reduzir as tensões nas fibras, tornando-a mais tenra, o segredo está em usar a carne num estado de putrefação que ainda não tenha atingido as fibras de proteínas, assim ela terá água suficiente para ser suculenta e fibras de menos para não ser dura, é tudo uma questão de tempo.</p>
<p>Tudo isso serve para a maioria das carnes, mas não todas, peixes devem ser frescos, se possível só matar na hora de cozinhar e minutos antes de servir, melhor. Aves são menos suscetíveis a estas questões&#8230; No fim vale muito mais para bovinos que demais fontes de carnes.</p>
<p>Dito isso, o cardápio do fim de semana será um pequeno churrasco, vamos ver se a teoria ajuda na prática.</p>
<p>Vegetais grelhados: Abóbora, Abobrinha, Berinjela, Alho, Tomate, Cebola e Batata, além de cogumelos.</p>
<p>Mozzarella marinada com pão crocante, bacon e azeitonas ao molho de limão.</p>
<p>Papilotes de batatas com ervas.</p>
<p>Salada de rabanetes, vagens, pepino, grão de bico, Cogumelos, frango, Tomate, alface e vinagrete.</p>
<p>Carnes: Picanha, Costelas ao vinho e mel, coxinhas da asa marinadas na pimenta&#8230;</p>
<p>Até mais. Tour Gourmand convidado.</p>
<p><em>&#8220;Cooking is one of the oldest arts and one which has rendered us the most important service in civic life.&#8221;</em><br />
Jean-Anthelme Brillat-Savarin</p>
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		<title>CabaÃ±a del primo</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Nov 2008 14:47:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kenji Ohi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentário]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Visitas gastronômicas]]></category>
		<category><![CDATA[asado de vacio]]></category>
		<category><![CDATA[bife de chorizo]]></category>
		<category><![CDATA[Churrasco]]></category>
		<category><![CDATA[gastronomia fortaleza]]></category>
		<category><![CDATA[parrilla]]></category>

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		<description><![CDATA[Esperava que o Ramires comentasse antes, mas vamos ao que interessa.
Pratos da noite:
Entrada: Costelinha suÃ­na, acompanhada de molho de hortelÃ£.
Pratos: Asado de Vacio (Corte da nossa fraldinha)
Bife de Chorizo (Miolo do contrafilÃ©)
Acompanhamento: Batata com shimeji
Para beber ficamos na neutralidade da Ã¡gua, atÃ© para um melhor palato, embora eu tenha de recomendar as cervejas que ficam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esperava que o Ramires comentasse antes, mas vamos ao que interessa.</p>
<p>Pratos da noite:</p>
<p>Entrada: Costelinha suÃ­na, acompanhada de molho de hortelÃ£.</p>
<p>Pratos: Asado de Vacio (Corte da nossa fraldinha)</p>
<p>Bife de Chorizo (Miolo do contrafilÃ©)</p>
<p>Acompanhamento: Batata com shimeji</p>
<p>Para beber ficamos na neutralidade da Ã¡gua, atÃ© para um melhor palato, embora eu tenha de recomendar as cervejas que ficam no &#8220;ofurÃ´&#8221; cheio de gelo da entrada!</p>
<p>ConsideraÃ§Ãµes preliminares:</p>
<p>Tenho de dizer que o atendimento Ã© bom, no mesmo nÃ­vel das outras casas do grupo (mesmo dono da famosa pizzaria Geppo&#8217;s), atencioso, mas com ressalvas. Ã‰ de toda forma um dos melhores atendimentos da cidade. SimpÃ¡tico e prestativo.</p>
<p>A casa Ã© decorada zelosamente, atÃ© mesmo porque Ã© assinado por um importante arquiteto brasileiro, autor de muitos requintos gastronÃ´micos importantes do paÃ­s. Muita madeira, iluminaÃ§Ã£o diminuta, mas nada escuro demais, clima superbo (tem manta pra quem sente frio Â¬Â¬).</p>
<p>E a comida?</p>
<p>Admito que fiquei interessado na magnÃ­fica churrasqueira, e nos quitutes que ali chamuscavam na autenticidade de uma parrilla assinada por um Uruguaio (que nÃ£o estava lÃ¡&#8230;), agora as maravilhas visuais nÃ£o seguiram Ã  mesa. Ã‰ muito simples uma parrilla, o conceito inteiro estÃ¡ na escolha da carne, enquanto as carnes uruguaias e argentinas vivem num ritmo de confinamento, sÃ£o mais gordas, e portanto carregam um sabor mais acentuado, ao passo que o pasto brasileiro Ã© quase inteiramente livre, nossas carnes sÃ£o mais magras, e por isso mesmo menos aptas a alguns estilos de churrasco (a parrilla sendo um deles). O Ãºnico grande segredo do chef Ã© o ponto da carne e do sal, que na parrilla sÃ£o um segredo e tanto! Outros detalhes como maturaÃ§Ã£o, temperatura da peÃ§a ao entrar no forno, temperatura da brasa, quantidade de fumaÃ§a etc, tudo isso Ã© importante, mas de nada adianta se o ponto nÃ£o for bem definido e a peÃ§a de carne nÃ£o for A MELHOR possÃ­vel.</p>
<p>Dito isso, posso dizer que a carne Ã‰ a melhor possÃ­vel, marmoreio mÃ©dio (nada que vÃ¡ entupir os coraÃ§Ãµes nossos coraÃ§Ãµes sÃ³ de pensar), e a churrasqueira eu jÃ¡ comentei&#8230; Um deleite ao apreciador. EntÃ£o sÃ³ posso culpar o churrasqueiro pela minha carne, o asado de vacio, pedido mal passado chegou ao ponto, atÃ© aÃ­ nada de muito preocupante, afinal Ã© uma peÃ§a relativamente fina, e de difÃ­cil preparo&#8230; Entretanto a mÃ£o de sal e o chamusqueado da brasa ficaram a desejar, sinto dizer. Mas isso nÃ£o implica que a casa seja ruim! De forma alguma, implica apenas que talvez o chef churrasqueiro do momento nÃ£o tivesse experiÃªncia, como disse, nÃ£o vi nenhum uruguaio por lÃ¡&#8230; talvez ele estivesse na cozinha (que Ã© recheada de pratos interessantes, devo dizer).</p>
<p>Um comentÃ¡rio rÃ¡pido do acompanhamento, Ã© um tipo de batata muito comum na culinÃ¡ria europÃ©ia, com um toque asiÃ¡tico pelos shimejis, eu jÃ¡ fiz papilotes de shimeji com rodelas de batata, entÃ£o tinha uma idÃ©ia do que esperar, fui surpreendido pelo queijo cremoso que acompanhava, sinceramente esperava uma manteiga de ervas, mas acabou sendo um acompanhamento digno.</p>
<p>Outro comentÃ¡rio quanto ao prato do Ramires, e esse Ã© rÃ¡pido mesmo, deixarei que ele comente depois com mais cuidado, digo apenas que o bife de chorizo do Murano Ã© muito melhor. Novamente, talvez nem seja todo dia, mas no dia especÃ­fico era! Pela qualidade do lugar eu devo admitir que tenha sido por azar, mas o meu sentimento Ã© esse, e nÃ£o posso fazer nada a respeito, atÃ© que eu vÃ¡ novamente e seja surpreendido, essas foram minhas impressÃµes.</p>
<p>PS.: As costelinhas suÃ­nas sÃ£o excelentes, ficamos eu e o Ramires com a impressÃ£o de estarem temperadas com um desses temperos prontos de supermercado, mas&#8230; Eu atÃ© gosto deles (matem-me se quiserem).</p>
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		<title>Vamos ver&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 21:27:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kenji Ohi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[carne]]></category>
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		<description><![CDATA[Meu &#8220;chefe&#8221; pediu pra gerar conteÃºdo&#8230; vamos tentar&#8230;
Podia falar deÂ mais umÂ bacalhau de outroÂ PortuguÃªs (sinceramente, esqueci o nome da birosca), ou do Murano Grill e sua torre deÂ Fillet au funghiÂ com alho porÃ³, bife de chorizo (nÃ£o a linguiÃ§a Portuguesa/Espanhola, mas o corteÂ alto do miolo do contra-filÃ©)Â e ainda da salada verde com torradas de bacalhau, ouÂ podia comentar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu &#8220;chefe&#8221; pediu pra gerar conteÃºdo&#8230; vamos tentar&#8230;</p>
<p>Podia falar deÂ mais umÂ bacalhau de outroÂ PortuguÃªs (sinceramente, esqueci o nome da birosca), ou do Murano Grill e sua torre deÂ Fillet au funghiÂ com alho porÃ³, bife de chorizo (nÃ£o a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chorizo" target="_blank">linguiÃ§a Portuguesa/Espanhola</a>, mas o corteÂ alto do miolo do contra-filÃ©)Â e ainda da salada verde com torradas de bacalhau, ouÂ podia comentar do excelente almoÃ§o do Limone/Bardot ou, finalmente,Â podia dizer alguma coisa da boa Pizzaria da Delitalia&#8230;</p>
<p>Sim, muitas coisas podiam acontecer, e irÃ£o, aos poucos&#8230; Mas por hoje, sÃ³ um aviso:</p>
<p>Vamos ao <a href="http://gastronomiaenegocios.uol.com.br/home/acontece/ver/36/restaurante-especializado-caba%C3%B1a-del-primo-e-diferencial-no-mercado-cearense-" target="_blank">CabaÃ±a del primo </a>em breve&#8230; Provar do que se diz ser aÂ autÃªntica <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Churrasco" target="_blank">Parrilla hispÃ¢nica</a>, uma maneira diferente de<a href="http://www.bonappetit.com/tipstools/videos/2008/04/charcoal_grill_direct_heat" target="_blank"> assar carnes</a>. Diferente do nosso tradicional churrasco com sal grosso, a maioria dos paÃ­ses da amÃ©rica latina faz a Parrilla:Â <a href="http://bbq.about.com/cs/steaks/a/aa091397a.htm" target="_blank">cortesÂ diferentes</a>, o tempero Ã© sal refinado eÂ o modo de assar Ã© na grelha muito prÃ³xima do fogo.</p>
<p>Veu tentar deixar o &#8220;chefe&#8221; feliz e escrever diariamente&#8230; ComeÃ§ando segunda, como tudo de bom na vida sÃ³ &#8220;comeÃ§a&#8221; nas segundas mesmo! Ah, eÂ o que acham doÂ &#8221;chefe&#8221; vendido e esses banners de coisas para vender? Estamos sendo capitalistas! Cliquem nos banners!!Â O &#8220;chefe&#8221; tÃ¡ precisando gente!</p>
<p><span id="more-11"></span></p>
<p>E uma dica: Porque <a href="http://www.bonappetit.com/blogsandforums/blogs/projectrecipe/2008/06/11/does-it-matter-what-kind-of-sa.html" target="_blank">sal fino ao sal grosso</a>?</p>
<p>Quando assamos com sal grosso, o sal forma uma crosta protetoraÂ e dificilmente penetrarÃ¡ em excesso, alÃ©m de permitir que o fogo acione diretamente as <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Myoglobin" target="_blank">mioglobinas</a>, queÂ por sua vezÂ coagulam quaseÂ imediatamente protegendo os lÃ­quidos internos da carne, evitando aquela carne seca e sem graÃ§a.</p>
<p>O sal fino nunca deve ser usado na carne crua, pois impede que o calor acione diretamente a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Myoglobin" target="_blank">mioglobina</a>,Â  penetra facilmenteÂ e em demasia eÂ potencialmente desidrata o corte, por issoÂ na Parrilla a carne Ã© prÃ©-selada em grelha muito prÃ³xima do fogo/brasa e sÃ³ entÃ£o salgada, nestas condiÃ§Ãµes o sal fino faz o oposto, colaborando para proteger ainda mais os sumos ao invÃ©s de desidratar.</p>
<p>Outra dicaÂ  seria a respeito de usar carvÃ£o, lenha ou gÃ¡s, mas deixa pra lÃ¡.</p>
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