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	<title>Tour Gourmand</title>
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	<description>na trilha da boa comida</description>
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		<title>La France</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Feb 2010 19:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kenji Ohi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentário]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Visitas gastronômicas]]></category>
		<category><![CDATA[cozinha francesa fortaleza]]></category>
		<category><![CDATA[francês fortaleza]]></category>
		<category><![CDATA[la france]]></category>

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		<description><![CDATA[A visita ficou um pouco falha (minha falha), porque todos os pratos foram variações do peixe (tradicionalmente o carro chefe de uma casa que nasce na praia da Caponga e tem sua "filial" em Fortaleza), acabei sem provar outras coisas que mereciam ser provadas como autênticos franceses, do Magret de Pato ao fillet au roquefort, fica para algumas visitas nos próximos dias, então eu prometo que volto a comentar aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dizem as más línguas aqui existir o melhor Belle Meunière, muito bom realmente.</p>
<p>A visita ficou um pouco falha (minha falha), porque todos os pratos foram variações do peixe (tradicionalmente o carro chefe de uma casa que nasce na praia da Caponga e tem sua &#8220;filial&#8221; em Fortaleza), acabei sem provar outras coisas que mereciam ser provadas como autênticos franceses, do Magret de Pato ao fillet au roquefort, fica para algumas visitas nos próximos dias, então eu prometo que volto a comentar aqui.</p>
<p>Atendimento não foi ruim, mas a simpatia do dono é contagiante. Já vi motoristas de ônibus melhor aparentados, mas faz parte, como disseram à mesa: &#8220;importante é a comida ser boa&#8221;&#8230; Não concordo, mas entendo o espírito da coisa.</p>
<p>Banheiro é limpinho. A arquitetura do lugar é no mínimo desajeitada, mas interessante e até confortável. O fato de comermos em bandejas de porcelana que por lá chamam de pratos é inusitado, eu gosto do espaço para brincar com comida.</p>
<p>A comida é que não atendeu expectativas, tanto que me disseram, tanto que me recomendaram&#8230; O belle meunière é genuinamente bem feito, peixe fresquíssimo, manteiga suficiente e bem temperada, a questão é qual receita é a correta, como nunca tive o privilégio de provar o clássico Solle Meunière e haja visto que existem tantas variações para o molho meunière quanto existem franceses na França. Supondo que a receita da casa é a correta, então eu prefiro versões do Coco Bambu frutos do mar e do Vojnilo.</p>
<p>O peixe na manteiga branca foi decepcionante, beurre blanc é simplesmente manteiga aquecida dissolvida com vinagre, vinho e cebolas, batida a frio com mais manteiga para obter a aparência esbranquiçada, em contra ponto a beurre noir que leva unicamente manteiga aquecida até o ponto de caramelização das partículas de leite na manteiga. Um bom beurre blanc tem uma execução semelhante ao bearnaise, o problema é conseguir administrar o ponto da manteiga fria com a derretida até que as partículas de leite da manteiga formem uma emulsão esbranquiçada característica, bata muito e a gordura separa-se do leite, bata pouco e a consistência ficará comprometida.</p>
<p>O problema parece ter sido o segundo, apesar de aparentemente atingir um estado coerente do que se espera visualmente, o leite não havia emulsificado totalmente, resultando em um sabor agudo de creme de leite, ou talvez tenham esquecido do vinagre e vinho que permitem uma emulsificação mais agradável.</p>
<p>O terceiro prato trata-se das brochettes de peixe branco com frutas, outra vez uma pena, o peixe estava salgado, e aparentemente as frutas se desprenderam do espeto durante o cozimento, resultando na falha da mistura de sabores, o abacaxi é interessante assado com peixes pois produz a citricidade comumente relacionada ao peixe, mas para tanto precisaria estar em contato com o peixe&#8230; A manga adicionaria o doce semelhante aos mango chutneys, entretanto a manga madura aquecida não fica no espeto, obviamente, e ela precisa ser madura para contribuir com algum sabor, o molho de curry realmente estava bom, não muito carregado no curry, nem fraco demais, um ponto interessante ao se misturar curry com mangas e abacaxis. Uma pena a execução ter falhado.</p>
<p>Algumas notas, o arroz feito somente com alho é muito bom, e as batatinhas francesas que acompanham TODOS os pratos são dignas. Apesar que eu nunca me dou bem com tais frituras.</p>
<p>Enfim, espero retornar a casa para poder visitar outras técnicas e ingredientes para realmente avaliar melhor, mas por esta visita fica a completa desilusão quanto às expectativas.</p>
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		<title>Lê díner.</title>
		<link>http://www.tourgourmand.com/2010/02/09/le-diner/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 22:27:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kenji Ohi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentário]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Visitas gastronômicas]]></category>
		<category><![CDATA[confort food]]></category>
		<category><![CDATA[gourmand]]></category>
		<category><![CDATA[lê díner]]></category>

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		<description><![CDATA[
É fácil fazer comida simples!
A frugalidade gourmand é diferente. Apesar da admiração por uma complexidade  inerente às reduções e intercâmbios de sabores, aromas e texturas dos acepipes contemporâneos, a genialidade surge na simplicidade perceptível, muito fala-se da originalidade dos contrastes, mas até onde ser original requer absoluta irreverência e quebra de paradigmas?
O problema fundamental é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>É fácil fazer comida simples!</p>
<p>A frugalidade gourmand é diferente. Apesar da admiração por uma complexidade  inerente às reduções e intercâmbios de sabores, aromas e texturas dos acepipes contemporâneos, a genialidade surge na simplicidade perceptível, muito fala-se da originalidade dos contrastes, mas até onde ser original requer absoluta irreverência e quebra de paradigmas?</p>
<p>O problema fundamental é a dificuldade em ser simples! Contraditório? Não exatamente! Ser simples requer critérios muito bem elaborados e uma ativa perseguição pela qualidade, ou seja, é sinônimo de boa cozinha! O que não deve ser confundido com cozinha fácil, aquela que em minutos transforma restos de pães e tomates em uma bruscheta fantástica sem qualquer elucubração.</p>
<p>Há um paradigma fundamental na cozinha mundial, a progressão convencional das teorias e do próprio entendimento do alimento reduziu antigos clássicos como beef bourguinon, coq au vin ou nossa buchada à posição de culinária &#8220;menos relevante&#8221;, enquanto a &#8220;moda&#8221; sacia-se na gastronomia molecular, mas esse é um paradigma amparado na própria etimologia do termo &#8220;culinária&#8221;, afinal na acepcão da palavra: é o estudo das técnicas de manipulação do alimento <a href="http://www.dicio.com.br/culinaria/" target="_blank">&#8220;até modificar seu sabor, consistência, aparência e composição química&#8221;</a>.</p>
<p>&#8220;A man who was fond of wine was offered some grapes at dessert after dinner. &#8216;Much obliged,&#8217; said he, pushing the plate aside, &#8216;I am not accustomed to take my wine in pills.&#8217;&#8221;</p>
<p>2010 pode ser o ano da “confort food” o moderninho “almoço executivo” torna-se uma necessidade, precisa ser rápido, mas a exigência é maior, precisa ser nutritivo, mas bem executado. Afinal quem, hoje em dia, pode se dar ao luxo de perder 2horas em um almoço fenomenal de espumas sabor foie grás? Grandes chefs perceberam que fazer comida confortável na hora do almoço é uma boa idéia e as pessoas querem comer bem, só não podem perder todo o começo da tarde para isso!</p>
<p>O almoço executivo padrão é o “remake” do saudoso PF (Prato Feito) dos trabalhadores de outrora, revestidos de um caráter gastronômico interessante, devem ser rápidos na execução e genuinamente cativantes ou seja simples! Este tipo de cozinha é uma resposta estritamente mercadológica. Por isso muito me impressiona a qualidade que algumas casas atribuíram a sua execução, um longo caminho desde o velho bife acebolado!</p>
<p>O <a href="http://www.lediner.com.br/" target="_blank">Lê Díner</a> foi escolhido como caso típico, um restaurante já consagrado por sua conteporaneidade, executando peripécias gastronômicas, resolveu partir para a agilidade do almoço, as pessoas modernas talvez disponham de 30minutos à 1hora para almoçarem e buscam qualidade nesse tempo! Os francos adeptos da <a href="http://www.slowfoodbrasil.com/" target="_blank">slow food</a> se descabelam com o que representa esse tempo de execução e o <a href="http://www.lediner.com.br/" target="_blank">Lê Díner</a> é slow por excelência, um de seus salões chama-se espaço slow food (para terem uma ideia)!</p>
<p>Cabe uma pequena nota quanto ao <a href="http://www.slowfoodbrasil.com/" target="_blank">slow food</a>, o problema não é a velocidade de execução do prato, como muitos pensam, mas na padronização dos alimentos de maneira a inibir a cultura gastronomica regional, slow food é, portanto, a aplicação da <a href="http://www.slowfoodbrasil.com/content/view/18/35/" target="_blank">ecogastronomia</a>. Agora tentar executar um prato rápido sem alguma padronização é um desafio!</p>
<p>Sendo assim, 3 escolhas de carnes e 3 acompanhamentos formam as “opções” do almoço do Lê Díner, acredito que a chef Thais tenha buscado um pé nos clássicos pratos feitos na escolha das guarnições, o arroz e feijão são a base formal do almoço brasileiro, feijão muito bem cozido em caldo grosso e sem interdições regionalistas, afinal nenhum feijão é igual ao de casa com aquele ingrediente diferente (não, não é amor que tempera os melhores feijões), melhor não brigar com a mãe de ninguém e deixar o prato só no sal. Gostei.</p>
<p>Impossível ser mais simples que isso! Muito me agradou o efeito, o problema foi conseguir misturar um fillet de pescada amarela maravilhoso na manteiga de ervas com um feijão, farinha de ovos e arroz… Acho que peixe poderia ser acompanhado de algo diferente… Mas para a carne e para o frango acho que seria perfeito.</p>
</div>
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		<title>Mercado: Sabores do mundo</title>
		<link>http://www.tourgourmand.com/2010/01/23/mercado-sabores-do-mundo/</link>
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		<pubDate>Sun, 24 Jan 2010 02:58:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kenji Ohi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentário]]></category>
		<category><![CDATA[Visitas gastronômicas]]></category>

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		<description><![CDATA[ale a visita, mas não é o melhor de fortaleza, a revelação do chef pode ficar por algumas misturas interessantes e uns poucos detalhes relevantes da casa, mas não vale o titulo de melhor]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parece que andei pulando algumas visitas, faltam comentários do Lê Dìner e Riory, mas acredito que meus amigos farão estes comentários assim que puderem.</p>
<p>Estou aqui para traçar um comentário (pequeno desta vez) acerca do mercado. Primeiro fato apreciado, o cardápio é MUITO interessante, gosto de ler historinhas, apesar de detestar que me contem pessoalmente&#8230; Pode me chamar de autista, mas não tenho interesse em tratativas humanas, sinto-me melhor com o papel.</p>
<p>Outro fato a destacar são os suflês, ofício do chef de cozinha da casa (sua especialidade de formação), entretanto eu fico com os pequenos suflês simples, os servidos como entrada, e não recomendo o prato principal, um suflê maior, pior apresentado e quase indigno de comentários.</p>
<p>Não recomendo os clássicos, prefira as peças mais imaginativas da casa, com toques de regionalidade, carneiro, carne de sol&#8230; essas coisas realmente é que fazem valer a pena, para quem quer ser meio esnobe (como eu acabei sendo), melhor procurar outra casa&#8230;</p>
<p>Recomendo a mesa redonda, dá um espírito de távola redonda e todos iguais, meio lúdico quase&#8230; Ah, a paçoca é tiro certo para gostar! O carpaccio de tilápia é admirável, nunca havia imaginado em tratar peixe de água doce para comer cru&#8230; Coisas da vida sem imaginação.</p>
<p>O que mais&#8230; Acho que só. Enfim, vale a visita, mas não é o melhor de fortaleza, a revelação do chef pode ficar por algumas misturas interessantes e uns poucos detalhes relevantes da casa, mas não vale o titulo de melhor, do pouco que conheço na cidade existem outros chefs que preparam coisas com melhor características, cada um na sua praia.</p>
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		<title>Colher de pau</title>
		<link>http://www.tourgourmand.com/2010/01/12/colher-de-pau/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 19:10:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kenji Ohi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentário]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Visitas gastronômicas]]></category>

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		<description><![CDATA[com exceção de um atendimento fraco (despreparado como são quase todos), a casa é uma das melhores opções para se entender um pouco da culinária do Ceará, do mar ao sertão tem um pedacinho do que ser provado por ali e o melhor, sem necessidade de ser um absurdo gastronômico, basta ser bem feito.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Melhor restaurante regional segundo a <a href="http://vejabrasil.abril.com.br/fortaleza/restaurantes/colher-de-pau-28306" target="_blank">revista veja-fortalez</a>a, será mesmo?</p>
<p>A <a href="http://www.restaurantecolherdepau.com.br/" target="_blank">visita à casa</a> começa com uma pequena viagem cultural pelo conceito de regionalidade, o ceará é reconhecido como terra dos peixes e frutos do mar. No colher de pau as raízes estão fincadas no mar, na comida &#8220;simples&#8221;, não adianta procurar reduções de vinhos, modernismos com cajus e cachaças&#8230; O colher de pau é estritamente mundano, fillet com fritas, salada de alface, tomate, cebola e pimentão, peixadas, camarões&#8230; Tudo que você encontra ordinariamente espalhado no estado cearense, a diferença é a maneira de fazer as coisas!</p>
<p>O colher de pau envereda por um caminho interessante de regionalismo, não reinventa nada, apenas escolhe bem o que fazer, 18 anos atrás a casa preparava basicamente os mesmos quitutes, coisas simples que o cearense encontra em todo restaurante simples da cidade, da carne de sol na manteiga da terra (ou de garrafa como chamam por aí) à peixada da casa. A diferença de 18 anos é que os ingredientes são melhores hoje, a carne de sol não vem uma semana cheia de nervos e gordura e na outra fresca, macia e suculenta, hoje a casa tem um padrão de qualidade que merece ser zelado.</p>
<p>O gourmand mais requintado torce o nariz na primeira passagem de vistas pelo cardápio, afinal nada se destaca, nada é &#8220;novo&#8221;! O erro fundamental dos críticos culinários é acreditar que tudo precisa ser reinventado a todo momento para merecer destaque, comer uma carne de sol refogada na chapa com manteiga da terra é ridículo para muitos &#8220;críticos&#8221; de plantão que preferem um perdiz ao molho de uvas&#8230; Mas coloque uma paçoca de farofa de carne de caju e todos se encantam&#8230; hipócritas.</p>
<p>Realmente eu tenho dificuldades em aceitar as escolhas da <a href="http://vejabrasil.abril.com.br/fortaleza" target="_blank">veja-fortaleza</a>, os critérios de escolha são fracos no meu entendimento, mas o colher de pau é um dos acertos, exatamente pelo mesmo motivo que enfraquece todas as demais escolhas, ninguém melhor que um artista local, um jornalista ou um empresário da terra para escolher o que é mais regional, pena que o mesmo não valha para setores onde o requinte suplanta a cozinha.</p>
<p>O que torna o colher de pau o melhor regional é o critério de regionalidade, tal qual o regionalismo literário de José de Alencar e Franklin Távora enchiam de luzes o nordeste brasileiro (e o Ceará), o regionalismo gastronômico, na minha opinião, não deve ser confundido com a redescoberta gastronômica, o regionalismo é histórico, amparado na cultura existente e fundamentado no que é a vida na região de estudo, a redescoberta é a acepção contemporânea dada a história culinarista, diz muito mais respeito à novos usos de ingredientes, técnicas e receitas clássicas.</p>
<p>Por isso que ser regionalista é dual, ou não é que a culinária inventiva de <a href="http://www.restaurantemani.com.br" target="_blank">Helena Rizzo</a> (nosso amigo Pinto esteve por lá para conferir) tenha toques de Pará, com farofa de castanhas que acompanham as esferas de feijoada, ou toques de Bahia no bobó de camarão incrementado com shiitake e chocolate, assim como não pode se dizer que o famosissimo <a href="http://www.domrestaurante.com.br/" target="_blank">D.O.M. </a>não seja repleto de regionalismos? (sendo gastronomia brasileira o próprio sobrenome da casa). O problema é que as pessoas esquecem do que esperar dos restaurantes, o colher de pau foi uma grata lembrança de que gastronomia pode ser simples, sem invenções exageradas, e ainda assim mais do que satisfatória.</p>
<p>Enfim, com exceção de um atendimento fraco (despreparado como são quase todos), a casa é uma das melhores opções para se entender um pouco da culinária do Ceará, do mar ao sertão tem um pedacinho do que ser provado por ali e o melhor, sem necessidade de ser um absurdo gastronômico, basta ser bem feito.</p>
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		<title>Churrasco.</title>
		<link>http://www.tourgourmand.com/2010/01/07/churrasco/</link>
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		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 03:31:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kenji Ohi</dc:creator>
				<category><![CDATA[De fim de semana]]></category>
		<category><![CDATA[Pensadas]]></category>
		<category><![CDATA[Receitinhas]]></category>
		<category><![CDATA[Tentadas]]></category>
		<category><![CDATA[carnes]]></category>
		<category><![CDATA[Churrasco]]></category>
		<category><![CDATA[maturar]]></category>

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		<description><![CDATA[Falar de carnes parece interessante, um mínimo de interesse em gastronomia nos leva às carnes, dos bovinos às caças&#8230; Carne e a própria história da culinária se confundem, dizem que o mínimo necessário a um bom chef é fritar um ovo, mas na verdade é muito mais crucial conhecer as suas carnes.
Jean Billat-Savarin proferiu: &#8220;Depois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Falar de carnes parece interessante, um mínimo de interesse em gastronomia nos leva às carnes, dos bovinos às caças&#8230; Carne e a própria história da culinária se confundem, dizem que o mínimo necessário a um bom chef é fritar um ovo, mas na verdade é muito mais crucial conhecer as suas carnes.</p>
<p>Jean Billat-Savarin proferiu: &#8220;Depois de descoberto o fogo, o instinto de <strong>melhorar</strong> obrigou o homem a levar comida ao fogo, primeiro para secar, e <strong>depois para cozinhar.</strong>&#8220;. Melhorar é uma busca infinita da própria índole humana e uma meta inextinguível do cozinheiro, é com essa determinação que o &#8220;cozinhar&#8221; tornou-se uma arte e não mera necessidade, uma grande diferença desde os primordiais usos do fogo.</p>
<p>Um bom cozinheiro tem uma regra de ouro, a qualidade de seus ingredientes, carnes detém características que devem ser buscadas, não sendo possível destrinchar todas elas aqui, tentarei seguir apenas por aquelas mais obscuras. O frescor das carnes bovinas é mensurado por sua cor, quanto mais vermelho melhor, entretanto cuidado com os corantes&#8230; A cor de uma boa carne é vermelho telha, não vermelho vivo! Outro teste é a consistência, a carne crua deve ser firme ao toque, entretanto elástica, quando pressionada deve retornar a sua forma original rapidamente. Visualmente a carne marmoreada é o maior desejo, os pontos brancos que as boas peças apresentam são um sinal da presença de fibras de colágeno (não gorduras), estas fibras quando aquecidas derretem e promovém uma umidade desejada à peça, diferente da gordura em capas, que escorre e faz bastante mal.</p>
<p>Mas esses critérios dizem respeito apenas a algumas peças específicas, como as de churrasco, mas basicamente a regra vale para quase todas as partes&#8230; Uma coisa que pouca gente sabe, mas todos deveriam saber, é que a carne &#8220;fresca&#8221; não é aquela do animal recém morto! Uma boa peça deve descansar por 24horas pelo menos, isso mesmo, ela deve ser refrigerada cuidadosamente por um ou mais dias para que possa descansar e estar apta ao consumo ideal. Isso se deve a contínua quebra de glicose nas células, liberando energia nas fibras (ou seja, ela ainda está viva, por assim se dizer) produzindo ácido lático (aquele mesmo ácido que produzimos quando realizamos esforços físicos moderados ou pesados), este ácido lático se acumula no primeiro dia, até um ponto crítico de pH em torno de 5, enquanto esse processo de glicólise ocorre temos o conhecido (ou não) rigor mortis, estado em que as fibras se contraem e perdem a capacidade de reter água, então a carne &#8220;pinga&#8221; durante esse período, por isso ser importante sua refrigeração para limitar esta desidratação, depois de uns dias o rigor mortis terá agido e boa parte das reservas de glicose terão sido consumidas, restando muito colágeno e elastin, que são profundamente desejados no cozimento.</p>
<p>A maturação da carne é o primeiro estado de putrefação, mas não se alarmem, é desejável comer uma carne que já tenha iniciado sua decomposição, vejam só, quimicamente os compostos da carne decompõem-se em velocidades diferentes, o início do processo de putrefação começa a fazer a carne perder líquidos, algo indesejável, porém necessário para reduzir as tensões nas fibras, tornando-a mais tenra, o segredo está em usar a carne num estado de putrefação que ainda não tenha atingido as fibras de proteínas, assim ela terá água suficiente para ser suculenta e fibras de menos para não ser dura, é tudo uma questão de tempo.</p>
<p>Tudo isso serve para a maioria das carnes, mas não todas, peixes devem ser frescos, se possível só matar na hora de cozinhar e minutos antes de servir, melhor. Aves são menos suscetíveis a estas questões&#8230; No fim vale muito mais para bovinos que demais fontes de carnes.</p>
<p>Dito isso, o cardápio do fim de semana será um pequeno churrasco, vamos ver se a teoria ajuda na prática.</p>
<p>Vegetais grelhados: Abóbora, Abobrinha, Berinjela, Alho, Tomate, Cebola e Batata, além de cogumelos.</p>
<p>Mozzarella marinada com pão crocante, bacon e azeitonas ao molho de limão.</p>
<p>Papilotes de batatas com ervas.</p>
<p>Salada de rabanetes, vagens, pepino, grão de bico, Cogumelos, frango, Tomate, alface e vinagrete.</p>
<p>Carnes: Picanha, Costelas ao vinho e mel, coxinhas da asa marinadas na pimenta&#8230;</p>
<p>Até mais. Tour Gourmand convidado.</p>
<p><em>&#8220;Cooking is one of the oldest arts and one which has rendered us the most important service in civic life.&#8221;</em><br />
Jean-Anthelme Brillat-Savarin</p>
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		<title>Comparativos.</title>
		<link>http://www.tourgourmand.com/2009/12/19/comparativos/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Dec 2009 01:51:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kenji Ohi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentário]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Visitas gastronômicas]]></category>
		<category><![CDATA[bom e barato fortaleza]]></category>
		<category><![CDATA[cantina di napoli]]></category>
		<category><![CDATA[italiano fortaleza]]></category>
		<category><![CDATA[pizza fortaleza]]></category>
		<category><![CDATA[regiana diogenes]]></category>
		<category><![CDATA[veja fortaleza 2009]]></category>
		<category><![CDATA[veja fortaleza 2010]]></category>
		<category><![CDATA[vignoli]]></category>

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		<description><![CDATA[A veja fortaleza 2009/2010 escolheu os melhores da cidade, em busca de referências visitamos alguns, a intenção é descobrir o que os tornam relevantes para artistas, empresários e pessoas formadoras de opinião na capital cearense.

A lista inicial constituiu-se da melhor pizza - Vignoli, a melhor massa - Cantina di Napoli e o bom e barato - Regina Diógenes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://vejabrasil.abril.com.br/fortaleza/editorial/e172/fortaleza-comer-beber-2009" target="_blank">veja fortaleza 2009/2010</a> escolheu os melhores da cidade, em busca de referências visitamos alguns, a intenção é descobrir o que os tornam relevantes para artistas, empresários e pessoas formadoras de opinião na capital cearense.</p>
<p>A lista inicial constituiu-se da melhor pizza &#8211; <a href="http://www.pizzavignoli.com.br/" target="_blank">Vignoli</a>, a melhor massa &#8211; <a href="http://vejabrasil.abril.com.br/fortaleza/restaurantes/cantina-di-napoli-42315" target="_blank">Cantina di Napoli</a> e o bom e barato &#8211; <a href="http://vejabrasil.abril.com.br/fortaleza/restaurantes/regina-diogenes-28500" target="_blank">Regina Diógenes</a>.</p>
<p>Vignoli eu posso concordar como a melhor pizza, realmente a massa é do estilo que me agrada, entretanto eu costumo ser minoria neste assunto. A maioria das pessoas ignora o início da pizza, que remonta mais de 6000 anos, os fenícios chamavam-na piscea, é na direção histórica que caminha a pizza Vignoli, tradicionalmente os discos de massa eram apenas farinha e água, sem óleos, fermentos ou demais condimentos, assados em fornos tradicionalmente ovalados de barro, onde os discos assavam nas paredes diretamente, entretanto a moderna e tradicional pizza italiana remonta a Nápoles do primeiro milênio. O cardápio deixa bem claro que a pizza da casa vignoli não leva óleos e fermentos, ou seja, foge do padrão esperado de pizza, talvez por isso haja um contra senso quanto a <a href="http://www.guidapizzerieditalia.edikronos.it/index.php?pag=sto" target="_blank">&#8220;tradição&#8221;</a>. Dos napolitanos ficam os &#8220;recheios&#8221; e o molho de tomate caseiro que &#8220;tempera&#8221; cada disco.</p>
<p>A vignoli, ao desafiar a &#8220;tradição&#8221; napolitana oferece uma pizza fora da <a href="http://www.pizzanapoletana.org/" target="_blank">&#8220;Verace Pizza Napolitana&#8221;</a>, e talvez por isso possa encontrar profundos críticos. Entretanto uma boa escolha de ingredientes, um molho caseiro bastante simples e bem executado garantem boas pizzas, tradicional ou não. Talvez aqueles mais fiéis napolitanos devam procurar outras casas mais italianas onde as massas são mais compactas e levam os tradicionais femento e leveduras da<a href="http://www.pizzanapoletana.org/" target="_blank"> &#8220;Verace Pizza Napolitana&#8221;</a>.</p>
<p>O Cantina di Napoli mantém-se fiel ao nome que carrega, ou fomos nós quem escolhemos pela tradição? <img src='http://www.tourgourmand.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Tradicionalmente Nápoles é a cidade refúgio da pizza, em especial a Margherita tem origens na região napolitana e é tão fundamental que uma lei regula a maneira com que deve ser confeccionada, Nápoles já foi grega, espanhola e francesa, então não é de se espantar que a cozinha seja de importância fundamental à tradição regional, ao ponto de uma das mais importantes peças folclóricas retratar Pulcinella comendo um prato de spaghetti, provavelmente o próprio spaghetti alla pulcinella, uma das especialidades regionais.</p>
<p>Outros pontos fortes da culinária napolitana são a parmigiana di melanzane e o clássico Ragú, ambos fizeram parte do nosso pedido, complementado por outro spaghetti com berinjelas, uma bruscheta com brie e agrião e uma visita mais contemporânea de pato ao molho de amora (ou seriam framboesas? Esqueço agora&#8230;).</p>
<p>Escolhas muito boas, do tradicional ao moderno, e todos muito bem executados, fica especialmente ressaltado o pato, apesar de que a pretensa complexidade do prato não se confirma em <a href="http://www.gourmet.com/recipes/2000s/2005/07/duckbreast" target="_blank">sua execução</a>, e a grata surpresa na parmigiana a melanzane, que engana aos mais despretensiosos, as boas parmigianas exigem equilíbrio de queijos, óleos e molhos (eu confesso que nunca consegui), uma história interessante do nome, a parmigiana não é referente à região de parma como podem pensar, mas ao termo parmiciana, que eram as tábuas superpostas que formavam tampões de madeira, cuja superposição da madeira lembra a maneira com que se dispunham os ingredientes do prato.</p>
<p>Finalmente as nossas visitas nos levaram ao Regina Diógenes, em seu novo endereço no Cocó, para um bom e barato realmente não tenho do que reclamar, boa oferta de saladas e sobremesas, mas poucas opções de pratos quentes principais muito me agrada o fato das porções serem relativamente comedidas, odeio a ideia de pratos preparados aos montes e mantidos quentes naqueles vapores de água suja o dia inteiro, gosto de ao menos ser enganado a pensar que a comida está na panela e é reposta o tempo inteiro nos malditos &#8220;rechauds&#8221;.</p>
<p>A comida é o que se pode esperar pelo preço, agradável, realmente bom, para um dia a dia é realmente uma das melhores opções da cidade, em termos gourmands talvez falte algum detalhe, o limone chega mais perto da inventividade culinarista. Enfim, merece o bom e barato da cidade com algum louvor.</p>
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		<title>Delices de france</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 03:40:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kenji Ohi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentário]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Visitas gastronômicas]]></category>
		<category><![CDATA[bom e barato fortaleza]]></category>
		<category><![CDATA[cozinha francesa barata]]></category>
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		<category><![CDATA[delices de france]]></category>

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		<description><![CDATA[Em complemento ao senhor Roberto.
O ambiente Ã© bastante desconfortÃ¡vel, o atendimento Ã© impessoal, mas atÃ© combina com o lugar. O quadro negro explicado item a item ajuda e Ã© melhora bastante o sentimento total de bom atendimento.
Da comida, a Cioba Ã© o prato a se considerar, a tilÃ¡pia nÃ£o Ã© uma mÃ¡ opÃ§Ã£o&#8230; O carneiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em complemento ao senhor Roberto.</p>
<p>O ambiente Ã© bastante desconfortÃ¡vel, o atendimento Ã© impessoal, mas atÃ© combina com o lugar. O quadro negro explicado item a item ajuda e Ã© melhora bastante o sentimento total de bom atendimento.</p>
<p>Da comida, a Cioba Ã© o prato a se considerar, a tilÃ¡pia nÃ£o Ã© uma mÃ¡ opÃ§Ã£o&#8230; O carneiro Ã© bastante interessante e a carne de sol predomina pelos acompanhamentos mais atrativos. No fim, Ã© uma cozinha boa, vale a pena conhecer, pelo custo benefÃ­cio Ã© uma Ã³tima opÃ§Ã£o, mas pelo total da casa nÃ£o figura dentre os melhores&#8230;</p>
<p>NÃ£o me entendam mal, eu voltaria a casa, certamente voltarei, mas nÃ£o com a expectativa de encontrar o melhor da culinÃ¡ria de Fortaleza, diria digna, atÃ© com momentos de grandiosidade, mas nada extraordinÃ¡rio. Sobressaem os preÃ§os excelentes e a qualidade dos ingredientes, realmente bastante caprichados, provenientes da fazenda do proprietÃ¡rio, contribuem para a percepÃ§Ã£o geral positiva.</p>
<p>A comida em si nÃ£o pretende ser &#8220;moderna&#8221; Â cozinha francesa, Ã© comida mais simples, porÃ©m com aquele jeito francÃªs de cozinhar. Talvez eu seja o problema, a cozinha francesa nunca foi nem nunca serÃ¡ meu ponto forte, e a culinÃ¡ria francesa mais rÃºstica talvez fique um pouco fora da minha zona de conforto&#8230; Enfim, recomendo que visitem, provem e concluam por conta prÃ³pria.</p>
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		<title>Jean-Baptiste?! Jean alguma coisa&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 23:33:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Ramires</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Visitas gastronômicas]]></category>
		<category><![CDATA[arraia]]></category>
		<category><![CDATA[carneiro]]></category>
		<category><![CDATA[curry]]></category>
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		<description><![CDATA[Essa visita light foi inicialmente programada para ser no Marcel, mas descobrimos que o mesmo nÃ£o tem pratos executivos, entÃ£o o promovemos para visita premium (temos essas coisas, somos chiques) e escolhemos o Delices de France para o almoÃ§o da vez.
O restaurante fica praticamente do lado do Shopping Avenida e por fora Ã© atÃ© simpÃ¡tico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa visita light foi inicialmente programada para ser no Marcel, mas descobrimos que o mesmo nÃ£o tem pratos executivos, entÃ£o o promovemos para visita premium (temos essas coisas, somos chiques) e escolhemos o <a href="http://delicesdefrance.com.br/" target="_blank"><strong>Delices de France</strong></a> para o almoÃ§o da vez.</p>
<p>O restaurante fica praticamente do lado do Shopping Avenida e por fora Ã© atÃ© simpÃ¡tico com direito a um quadro negro com o menu do dia, idÃ©ia interessante pra ajudar o cliente a jÃ¡ saber se interessa a ele ou nÃ£o. Quando se adentra nota-se mais simplicidade do que simpatia: mesas de lanchonete, cadeiras pouco confortÃ¡veis, balcÃ£o de frios estilo padaria, sem decoraÃ§Ã£o. Mas como me pareceu, Ã© um restaurante pra almoÃ§o do dia a dia, com preÃ§os interessantes pro tipo de comida que serve.</p>
<p>O &#8220;pacote&#8221; do almoÃ§o dÃ¡ direito a uma variedade de escolhas, dividas em: entrada, salada, prato principal e sobremesa.</p>
<p>No dia que fomos, a entrada era uma salada de arraia com maÃ§a verde e torradas. Para ser sincero, nunca tinha comido arraia que nÃ£o fosse como moqueca e gostei bastante, o tempero lembrava levemente um vinagrete, a maÃ§Ã£ deu um contraste no sabor, pena que as torradas estavam com muita manteiga e o sabor delas acabou prevalecendo no final.</p>
<p>Passada a entrada, fomos pra salada: crocante ou de <a href="http://www.flickr.com/photos/tourgourmand/4150307023/in/set-72157622914699364/" target="_blank">salmÃ£o defumado</a>?! Fui na segunda e foi bem acertado. A porÃ§Ã£o Ã© pequena, mas justa, arrumaÃ§Ã£o interessante, alface estava fresco, jÃ¡ os croutons nem tanto, mas o molho estava na medida certa e o salmÃ£o defumado, que normalmente nÃ£o gosto, estava bem mais suave que os outros que tinha provado, gostei bastante.</p>
<p>JÃ¡ o prato principal tem seis opÃ§Ãµes, sendo:</p>
<p>TilÃ¡pia com manteiga isette, alcaparras e purÃª de legumes</p>
<p>Sioba com caramelo de tomate e batata fourchette</p>
<p>Peixe a delÃ­cia com arroz branco</p>
<p>Curry de carneiro com arroz madrass</p>
<p>Carne de sol com banana e pure de batata doce</p>
<p>Frango com molho de champignon e batata foundante</p>
<p>Escolhi o <a href="http://www.flickr.com/photos/tourgourmand/4151074144/in/set-72157622914699364/" target="_blank">Curry de carneiro</a> e nÃ£o me arrependi, (e depois provando os outros pratos, qualquer uma das outras escolhas da mesa teriam sido acertadas tambÃ©m, todas bem saborosas e bem preparadas) a carne estava muuito bem cozida, dava para desfiar no garfo e o curry estava na medida, levemente apimentado e bem temperado. O tal do arroz madrass nÃ£o tem nada demais, Ã© sÃ³ um arroz branco temperado com passas e milho.</p>
<p>JÃ¡ as sobremesas foram trÃªs opÃ§Ãµes: Illes flotante, profiterole ou carpaccio de abacaxi, fiquei com o Ãºltimo porque ninguÃ©m o tinha escolhido e por ter tido o prato mais pesado da mesa, ia ajudar a fazer a digestÃ£o. A sobremesa Ã© simples, rodelas muito finas de abacaxi, cobertas com raspas de limÃ£o. Simples e delicioso!</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Resumo da Ã³pera</span>: Bela opÃ§Ã£o para almoÃ§ar, local nÃ£o tÃ£o renquintado como o Piaf, mas com qualidade de comida parecida, todos os prato bem preparados e relativamente bem apresentados, alÃ©m da simpatia (no seu jeito francÃªs) do dono. Sugerido pra quem quer fugir dos self-services que tem pela Ã¡rea.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Custos</span>: O almoÃ§o executivo, incluindo uma opÃ§Ã£o de entrada, salada, prato principal e sobremesa, custa R$18,90. Ã“timo custo-benefÃ­cio</p>
<p>Outras fotos da visita, podem encontrar <a href="http://www.flickr.com/photos/tourgourmand/sets/72157622914699364/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>PS: O proprietÃ¡rio explica para os clientes, por meio de outro quadro negro, como funciona o almoÃ§o, os pratos que o compÃµe e o que sÃ£o os pratos. Bem interessante.</p>
<p>PS2: Nada a comentar do banheiro, segue o esquema de simplicidade da decoraÃ§Ã£o, mas Ã© limpo. Nota banheiral: 5</p>
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		<title>Novidades.</title>
		<link>http://www.tourgourmand.com/2009/11/22/novidades/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 02:43:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kenji Ohi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Visitas gastronômicas]]></category>
		<category><![CDATA[dicas gastronomia fortaleza]]></category>
		<category><![CDATA[mapa gastronomico]]></category>
		<category><![CDATA[restaurantes fortaleza]]></category>
		<category><![CDATA[tour gourmand]]></category>
		<category><![CDATA[tourgourmand]]></category>
		<category><![CDATA[veja fortaleza]]></category>

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		<description><![CDATA[Saiu a lista da Veja Fortaleza e para comparar, estÃ¡ em estÃ¡gio de estudos a semana da verdade, dos dias 13-19 de Dezembro vamos visitar alguns dos ganhadores deste ano.
Pra quem nÃ£o lembra, a agenda do tour tem as datas.
O twitter mantÃ©m vocÃª em dia.
O mapa referenda uma lista rÃ¡pida de alguns pontos para conhecer.
A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Saiu a lista da<a href="http://vejabrasil.abril.com.br/fortaleza/editorial/e172/fortaleza-comer-beber-2009" target="_blank"> Veja </a><a href="http://vejabrasil.abril.com.br/fortaleza/editorial/e172/fortaleza-comer-beber-2009" target="_blank"><a href="http://vejabrasil.abril.com.br/fortaleza/editorial/e172/fortaleza-comer-beber-2009" target="_blank">Fortaleza</a> </a>e para comparar, estÃ¡ em estÃ¡gio de estudos a semana da verdade, dos dias 13-19 de Dezembro vamos visitar alguns dos ganhadores deste ano.</p>
<p>Pra quem nÃ£o lembra, a <a href="http://www.google.com/calendar/embed?src=1sjc733q7guvct60nhqvoleoe0%40group.calendar.google.com&amp;ctz=America/Fortaleza" target="_blank">agenda do tour</a> tem as datas.</p>
<p>O <a href="http://www.twitter.com/tourgourmand" target="_blank">twitter</a> mantÃ©m vocÃª em dia.</p>
<p>O<a href="http://maps.google.com/maps/ms?hl=en&amp;ie=UTF8&amp;msa=0&amp;msid=102041030785209830887.000476c9c09de00569e78&amp;t=h&amp;z=13" target="_blank"> mapa </a>referenda uma lista rÃ¡pida de alguns pontos para conhecer.</p>
<p>A presenÃ§a de todos Ã© bem vinda! Em breve novos comentÃ¡rios dos gourmands!</p>
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		<title>Faustino</title>
		<link>http://www.tourgourmand.com/2009/11/16/faustino/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 21:12:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kenji Ohi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentário]]></category>
		<category><![CDATA[Visitas gastronômicas]]></category>
		<category><![CDATA[carneiro primavera]]></category>
		<category><![CDATA[ContemporÃ¢neo]]></category>
		<category><![CDATA[Faustino]]></category>
		<category><![CDATA[filÃ© gravenoire]]></category>
		<category><![CDATA[guia quatro rodas]]></category>
		<category><![CDATA[melhor do nordeste]]></category>
		<category><![CDATA[veja fortaleza]]></category>

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		<description><![CDATA[NÃ£o me impressionou.
Dito isto. O filÃ© me parecia diferente no cardÃ¡pio, esperava um algo a mais pelo elenco de ingredientes, entretanto a superposiÃ§Ã£o de alguns sabores destruiu a complexidade que podia haver, simplesmente, onde foi parar a gelÃ©ia de framboesa? O molho rosti apagou tudo! Ao fim nÃ£o passava de um lindo pedaÃ§o de filÃ©, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>NÃ£o me impressionou.</p>
<p>Dito isto. O filÃ© me parecia diferente no cardÃ¡pio, esperava um algo a mais pelo elenco de ingredientes, entretanto a superposiÃ§Ã£o de alguns sabores destruiu a complexidade que podia haver, simplesmente, onde foi parar a gelÃ©ia de framboesa? O molho rosti apagou tudo! Ao fim nÃ£o passava de um lindo pedaÃ§o de filÃ©, feito estritamente ao ponto perfeito, coberto com um molho rosti que qualquer crianÃ§a saberia fazer&#8230; Faltou um pouco de ousadia para um restaurante tÃ£o conceituado&#8230;</p>
<p>O delpine nÃ£o Ã© complexo, mas feito com capricho, talvez o arroz pudesse ser um pouco mais zelosamente cuidado para nÃ£o interferir ainda mais na estabilidade dos pratos, depois de umas garfadas do arroz e seu sabor jÃ¡ ficava exagerado&#8230; JÃ¡ tinham me dito que eram pesados os sabores, certamente este estilo agrada a muitas pessoas, mas nÃ£o me convenceu.</p>
<p>Quanto ao carneiro, minhas esperanÃ§as estavam realmente na culinÃ¡ria com toques de nordeste, e realmente o carneiro mereceu. Assado num ponto perfeito tambÃ©m, coberto com reduÃ§Ã£o do prÃ³prio assado, acompanhava um molho de hortelÃ£, realmente muito bem feito. A Ãºnica decepÃ§Ã£o Ã© por critÃ©rio totalmente oposto ao do filÃ©, a receita Ã© tÃ£o simples que realmente nÃ£o deixava muito mais o que fazer errado&#8230;</p>
<p>A decepÃ§Ã£o, entÃ£o, restringe-se Ã  expectativas um pouco altas demais talvez, fosse um restaurante regional com toques contemporÃ¢neos qualquer, teria sido bastante elogiÃ¡vel&#8230; Mas para o melhor do nordeste? Merecia algo a mais, aqui mesmo na cidade existem lugares de cozinha mais interessante.</p>
<p>No geral, atendimento perfeito, ambiente muito bom, nada a reclamar, em especial se considerar como comparativo a antiga casa simples e antiga onde funcionava o restaurante.</p>
<p>Minha decepÃ§Ã£o origina-se exclusivamente das expectativas projetadas para o melhor do nordesde segundo o guia quatro rodas, portanto nÃ£o se acanhem em visitar a casa, atÃ© recomendo, sÃ³ nÃ£o esperem muito, essa Ã© minha recomendaÃ§Ã£o.</p>
<p>Afim de comparaÃ§Ãµes: Carneiro do &#8220;A Porteira&#8221; Ã© melhor. E a torre de filÃ© com cogumelos do &#8220;Murano&#8221; tambÃ©m desbanca o Faustino&#8230; A tÃ­tulo provocativo, acho que as lagostas do Faustino sÃ£o insuperÃ¡veis, fica na prÃ³xima ida para descobrir, por enquanto lagosta foi no &#8220;Vojnilo&#8221;.</p>
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