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Delices de france

Tuesday, December 15th, 2009

Em complemento ao senhor Roberto.

O ambiente é bastante desconfortável, o atendimento é impessoal, mas até combina com o lugar. O quadro negro explicado item a item ajuda e é melhora bastante o sentimento total de bom atendimento.

Da comida, a Cioba é o prato a se considerar, a tilápia não é uma má opção… O carneiro é bastante interessante e a carne de sol predomina pelos acompanhamentos mais atrativos. No fim, é uma cozinha boa, vale a pena conhecer, pelo custo benefício é uma ótima opção, mas pelo total da casa não figura dentre os melhores…

Não me entendam mal, eu voltaria a casa, certamente voltarei, mas não com a expectativa de encontrar o melhor da culinária de Fortaleza, diria digna, até com momentos de grandiosidade, mas nada extraordinário. Sobressaem os preços excelentes e a qualidade dos ingredientes, realmente bastante caprichados, provenientes da fazenda do proprietário, contribuem para a percepção geral positiva.

A comida em si não pretende ser “moderna”  cozinha francesa, é comida mais simples, porém com aquele jeito francês de cozinhar. Talvez eu seja o problema, a cozinha francesa nunca foi nem nunca será meu ponto forte, e a culinária francesa mais rústica talvez fique um pouco fora da minha zona de conforto… Enfim, recomendo que visitem, provem e concluam por conta própria.

Jean-Baptiste?! Jean alguma coisa…

Thursday, December 10th, 2009

Essa visita light foi inicialmente programada para ser no Marcel, mas descobrimos que o mesmo não tem pratos executivos, então o promovemos para visita premium (temos essas coisas, somos chiques) e escolhemos o Delices de France para o almoço da vez.

O restaurante fica praticamente do lado do Shopping Avenida e por fora é até simpático com direito a um quadro negro com o menu do dia, idéia interessante pra ajudar o cliente a já saber se interessa a ele ou não. Quando se adentra nota-se mais simplicidade do que simpatia: mesas de lanchonete, cadeiras pouco confortáveis, balcão de frios estilo padaria, sem decoração. Mas como me pareceu, é um restaurante pra almoço do dia a dia, com preços interessantes pro tipo de comida que serve.

O “pacote” do almoço dá direito a uma variedade de escolhas, dividas em: entrada, salada, prato principal e sobremesa.

No dia que fomos, a entrada era uma salada de arraia com maça verde e torradas. Para ser sincero, nunca tinha comido arraia que não fosse como moqueca e gostei bastante, o tempero lembrava levemente um vinagrete, a maçã deu um contraste no sabor, pena que as torradas estavam com muita manteiga e o sabor delas acabou prevalecendo no final.

Passada a entrada, fomos pra salada: crocante ou de salmão defumado?! Fui na segunda e foi bem acertado. A porção é pequena, mas justa, arrumação interessante, alface estava fresco, já os croutons nem tanto, mas o molho estava na medida certa e o salmão defumado, que normalmente não gosto, estava bem mais suave que os outros que tinha provado, gostei bastante.

Já o prato principal tem seis opções, sendo:

Tilápia com manteiga isette, alcaparras e purê de legumes

Sioba com caramelo de tomate e batata fourchette

Peixe a delícia com arroz branco

Curry de carneiro com arroz madrass

Carne de sol com banana e pure de batata doce

Frango com molho de champignon e batata foundante

Escolhi o Curry de carneiro e não me arrependi, (e depois provando os outros pratos, qualquer uma das outras escolhas da mesa teriam sido acertadas também, todas bem saborosas e bem preparadas) a carne estava muuito bem cozida, dava para desfiar no garfo e o curry estava na medida, levemente apimentado e bem temperado. O tal do arroz madrass não tem nada demais, é só um arroz branco temperado com passas e milho.

Já as sobremesas foram três opções: Illes flotante, profiterole ou carpaccio de abacaxi, fiquei com o último porque ninguém o tinha escolhido e por ter tido o prato mais pesado da mesa, ia ajudar a fazer a digestão. A sobremesa é simples, rodelas muito finas de abacaxi, cobertas com raspas de limão. Simples e delicioso!

Resumo da ópera: Bela opção para almoçar, local não tão renquintado como o Piaf, mas com qualidade de comida parecida, todos os prato bem preparados e relativamente bem apresentados, além da simpatia (no seu jeito francês) do dono. Sugerido pra quem quer fugir dos self-services que tem pela área.

Custos: O almoço executivo, incluindo uma opção de entrada, salada, prato principal e sobremesa, custa R$18,90. Ótimo custo-benefício

Outras fotos da visita, podem encontrar aqui.

PS: O proprietário explica para os clientes, por meio de outro quadro negro, como funciona o almoço, os pratos que o compõe e o que são os pratos. Bem interessante.

PS2: Nada a comentar do banheiro, segue o esquema de simplicidade da decoração, mas é limpo. Nota banheiral: 5

La vie en rose

Friday, November 6th, 2009

Retornamos ao tour com uma pequena variação, agora vamos almoçar também!!!

O primeiro selecionado foi o Piaf que possui várias opções de pratos executivos por preços amigáveis e opções interessantes, e que, 100% das vezes que fui estava completamente lotado no almoço. O local tem também opções de cardápio mas a intenção e o bolso estavam preparados pros pratos executivos. Estes custam R$19,90 e dão direito ao prato principal e sobremesa.

No dia da visita tinham as seguintes opções:
Pratos:
Avestruz ao molho buordelaise com risoto parmesão
Bacalhau ao molho virgem e arroz de brocoli
Escalopinho ao molho roquefort com fettuccine
Fillet de frango ao molho curry com arroz de banana
Rondelle de parma
Sobremesas:
Petit gateau
Marquise
Creme de Café

Quando vi o cardápio fiquei na dúvida entre o bacalhau ou o avestruz, mas como o Japa já chegou falando que ia comer o tal do avestruz, resolvi pedir o bacalhau. Depois de feitos os pedidos, aproveitei para prestar atenção na decoração do local, pequeno por sinal por volta de umas 20 mesas de tamanhos variados, mas bem aconchegante e com decoração repleta de artigos antigos e fotos variadas, maioria delas remetendo aos bares franceses.

Depois de uns 20 minutos chegaram os pratos, o meu bacalhau, avestruz do Kenji e outro bacalhau do Adão ( que ia pedir o frango, mas o Kenji frustrou o menino). O meu bacalhau veio em uma porção boa, filé alto bastante suculento, no ponto ideal, descamando, coberto com um molho de ervas sem exageros, suave e ao mesmo tempo saboroso e com uns tomates cereja que estavam maravilhosos. O arroz que o acompanhava era normal, feito com brocolis congelados, mas fizeram o descongelamento direito e não comprometeu o sabor do arroz, normal, mas saboroso. A arrumação do prato era simples e limpa, até porque é só um prato executivo, sem firulas.

A sobremesa foi uma grata surpresa, e como bom apreciador de café escolhi o creme de café. Ele vem em um potinho de cerâmica com o creme e açucar queimado, com o maçarico, no topo formando aquela tradicional crosta pra ser quebrada. Creme saboroso e que lembra o sabor dos capucinos gelados.

Fica a dica para um ótimo local para ter um almoço diferenciado e com um preço justo pra qualidade do serviço e principalmente da alimentação.

Custo individual:

Prato: R$19,90

Refrigerante: R$2,70

Total: R$24,85

PS1: Banheiro não muito reservado e individual, mas muito limpo e com bom odor! (Não poderia deixar de comentar do banheiro!!!:D )

PS2: Fui outro dia, na verdade dois dias depois, e a casa estava ainda mais cheia do que no dia da visita do tour e o atendimento ficou um pouco a desejar. Os pratos vieram até rapidamente, mas a parte das bebidas e contato com os garçons foram um pouco demorados.

PS3: Nas sextas tem música ao vivo a noite, vale a visita.

Fico por aqui, beijunda para todos!

Sal e brasa; Boi preto

Saturday, April 25th, 2009

Tudo bem, queria fazer algo que servisse para guiar suas próprias percepções, espero discernimento do leitor, nada do que eu digo é definitivo, são opiniões baseadas em fatos colhidos em poucas visitas aos dois pátios gastronômicos, portanto muito pontuais.

Como a maioria das minhas críticas, começo pela gastronomia em si, no sal e brasa chama a atenção o buffet amplo, porém regionalizado o suficiente para atender os paladares em busca do toque regional, para quem é daqui pode parecer desinteressante, para o turista que é grande parte do público isso é válido, mas o fortalezense tem a sua disposição uma variedade bastante ampla de outros quitutes padrões como dos melhores rodízios do sul e sudeste (já que algumas pessoas teimam em achar que o bom se restringe ao que está por lá, mentira!). Porém, “quantidade não é qualidade” já diz a máxima popular, e no caso do sal e brasa isso se encaixa, os pratos de frutos do mar (que deveriam ser peça central na sucursal da cidade dos verdes mares que se gaba por seus pescados, camarões e crustáceos) são convencionais ao paladar, nada se destaca, tudo é padrão demais… Pra mim isso é péssimo uma vez que afeta diretamente o custo benefício, pela mesma variedade e qualidade outros rodízios cobram menos.

Já o boi preto, apesar de pecar no mesmo quesito, padrão demais, ganha de longe na qualidade, tudo bem que os pratos de frutos do mar são convencionais, mas o frescor e o sabor são enaltecidos, qualquer um que se dedique a um mínimo de cozinha sabe que ingredientes bons são fundamentais, o corte cuidadoso, a aparência… isso conta no prato final, e quando se fala em restaurantes da melhor categoria conceitual são os detalhes que aparecem. Os detalhes, fizeram a diferença nas minhas  escolhas, dada a proximidade entre os dois restaurantes a luz dos meus conceitos.

Nas carnes ocorreria um empate teórico, mas não são iguais, são exultantes e falhos em critérios alternados, ambos contam com excelentes churrasqueiros, do sal e brasa sobressai a seleção, do boi preto a diversidade. Se é preciso uma prova direta e concreta, a picanha gaúcha é um exemplo em desfavor ao boi preto: é fraca; já no sal e brasa é quase-perfeita! Na contramão a costela bovina é maravilhosa no boi preto e fraca no sal e brasa, ao fim, quase empate, ligeira vantagem dada a qualidade do sal e brasa, mesmo com a mais rica variedade do boi preto.

Finalmente o atendimento, o boi preto é maravilhoso, não importa o lugar onde você sente, em ambos os casos acabei em uma mesa perto da porta, será atendido soberbamente, quase mimado demais, garçons atenciosos mesmo com um salão albarrotado. Mas eu não posso dar empate, então incremento uma coisa ao boi preto, o maitre é mais atencioso no quesito comida do que no conforto, pra mim isso é fundamental, para a maioria das pessoas a atenção do maitre deve ser aos detalhes de conforto, dai o sal e brasa ser melhor. Observem, não estou em cima do muro, pra mim é mesmo o boi preto quem vale a recomendação no quesito atendimento, até porque não me faltou nada em termos de conforto, os garçons não precisavam de um maitre em seus cangotes para realizar seus trabalhos, no sal e brasa era notável que algumas vezes os garçons dependiam dos maitres para não se perder na loucura de um salão cheio.

Acabei. Boi preto ganhou nessa. Em breve espero adicionar Spettus, Fagulha e Dallas, pode parecer injusto, mas recebi bons comentários acerca do Spettus ter se reencontrado e o Dallas continua mais pelo valor histórico, o Fagulha corre por fora em salto alto.

Ferreiro café

Tuesday, December 16th, 2008

Só para não passar desapercebido…

O ferreiro café já é ponto de encontro casualmente dos Gourmands daqui e de tantas outras casas, o famigerado couvert rendeu bons comentários outrora… E o sempre digníssimo chopp é chamatriz para alguns de nossos nobres bebedores.

Eu queria, já a algum tempo, comentar da culinária deste nada bohêmico pedaço do shopping. Dois motivos em especial pertubam-me, primeiro porque café? Segundo por que motivo titubeio tanto quanto a classificar este meio de um shopping como um restaurante de possível primeira qualidade.

“Primeira parte primeiro”, acho que o café do nome remete ao talvez outrora reconhecido café francês, que servia quitutes pecaminosos no meio da bohêmia artistíca e cultural parisiense, dos quais os bistrôs contemporâneos sejam filhos bastardos. Talvez seja por isso, quem sou eu para saber?

A segunda parte eu posso responder, eu tinha medo de classificar um restaurante de shopping como sendo digno, imediatamente por um preconceito intrínseco à própria qualidade de “comida de shopping”, e uma segunda causa é que meu primeiro contato com a casa havia sido como bar e não como lugar de comida!

Preconceitos e primeiras impressões a parte, finalmente consegui adquirir a força de espírito para adentrar a casa, munido de minha (pouco impressionante) qualidade glutônica e fui “à luta”… A primeira batalha vencida é de alguns meses já, chama-se Caesar salad, e tenho de dizer, que ali meus preconceitos deviam ter sido vencidos, mas perduraram…

Finalmente, neste fim de semana pude ir além de uma pequena entrada de ingredientes bem selecionados ou de um Couvert rico para os bebedores… Cheguei às carnes, massas e risotos da casa, um cuadril ao ponto (para agradar as senhoras, prefiro minhas carnes quase sangrando) acompanhado por risoto de queijos e um fillet ao molho de quatro queijos com fettucine ao manjericão.

O cuadril, pecado por sua espessura, menor que o ideal… Acho improvável que ele pudesse ser tirado em qualquer outro estado que não ao ponto… De acompanhamento o risoto, religiosamente al dente, bem feito, nem seco nem muito úmido, rico de sabores e aromas sinceros, não aparenta ser um prato feito de qualquer forma, nem com qualquer ingredientes… Mas também passa longe de ser uma novidade que me encha de felicidade… É ordinário, mas de uma qualidade melhor que a média. A carne é realmente de boa procedência, mas estava cortada finamente demais, longe do ideal… Mesmo que eu tivesse colaborado e pedido mal passada.

O fillet, novamente, bem feito, nada megalomaníaco, nada pesado (como costumam ser as carnes com quatro queijos)… O melhor de tudo foi também o mais simples, uma excelente massa, óleo de manjericão, alho e um fettucine tri-colore al dente, nada mais simples, nada mais satisfatório!

Assim foi o ferreiro café, para um restaurante de shopping, foi muito além, para um bar, é dos melhores, para um bistrô talvez falte um pouco de criatividade (mas talvez me falte criatividade nos pedidos também, voltarei sozinho, sem ter de agradar as senhoras…).