Archive: Crítica

Cabaña del primo

Esperava que o Ramires comentasse antes, mas vamos ao que interessa.

Pratos da noite:

Entrada: Costelinha suína, acompanhada de molho de hortelã.

Pratos: Asado de Vacio (Corte da nossa fraldinha)

Bife de Chorizo (Miolo do contrafilé)

Acompanhamento: Batata com shimeji

Para beber ficamos na neutralidade da água, até para um melhor palato, embora eu tenha de recomendar as cervejas que ficam no “ofurô” cheio de gelo da entrada!

Considerações preliminares:

Tenho de dizer que o atendimento é bom, no mesmo nível das outras casas do grupo (mesmo dono da famosa pizzaria Geppo’s), atencioso, mas com ressalvas. É de toda forma um dos melhores atendimentos da cidade. Simpático e prestativo.

A casa é decorada zelosamente, até mesmo porque é assinado por um importante arquiteto brasileiro, autor de muitos requintos gastronômicos importantes do país. Muita madeira, iluminação diminuta, mas nada escuro demais, clima superbo (tem manta pra quem sente frio ¬¬).

E a comida?

Admito que fiquei interessado na magnífica churrasqueira, e nos quitutes que ali chamuscavam na autenticidade de uma parrilla assinada por um Uruguaio (que não estava lá…), agora as maravilhas visuais não seguiram à mesa. É muito simples uma parrilla, o conceito inteiro está na escolha da carne, enquanto as carnes uruguaias e argentinas vivem num ritmo de confinamento, são mais gordas, e portanto carregam um sabor mais acentuado, ao passo que o pasto brasileiro é quase inteiramente livre, nossas carnes são mais magras, e por isso mesmo menos aptas a alguns estilos de churrasco (a parrilla sendo um deles). O único grande segredo do chef é o ponto da carne e do sal, que na parrilla são um segredo e tanto! Outros detalhes como maturação, temperatura da peça ao entrar no forno, temperatura da brasa, quantidade de fumaça etc, tudo isso é importante, mas de nada adianta se o ponto não for bem definido e a peça de carne não for A MELHOR possível.

Dito isso, posso dizer que a carne É a melhor possível, marmoreio médio (nada que vá entupir os corações nossos corações só de pensar), e a churrasqueira eu já comentei… Um deleite ao apreciador. Então só posso culpar o churrasqueiro pela minha carne, o asado de vacio, pedido mal passado chegou ao ponto, até aí nada de muito preocupante, afinal é uma peça relativamente fina, e de difícil preparo… Entretanto a mão de sal e o chamusqueado da brasa ficaram a desejar, sinto dizer. Mas isso não implica que a casa seja ruim! De forma alguma, implica apenas que talvez o chef churrasqueiro do momento não tivesse experiência, como disse, não vi nenhum uruguaio por lá… talvez ele estivesse na cozinha (que é recheada de pratos interessantes, devo dizer).

Um comentário rápido do acompanhamento, é um tipo de batata muito comum na culinária européia, com um toque asiático pelos shimejis, eu já fiz papilotes de shimeji com rodelas de batata, então tinha uma idéia do que esperar, fui surpreendido pelo queijo cremoso que acompanhava, sinceramente esperava uma manteiga de ervas, mas acabou sendo um acompanhamento digno.

Outro comentário quanto ao prato do Ramires, e esse é rápido mesmo, deixarei que ele comente depois com mais cuidado, digo apenas que o bife de chorizo do Murano é muito melhor. Novamente, talvez nem seja todo dia, mas no dia específico era! Pela qualidade do lugar eu devo admitir que tenha sido por azar, mas o meu sentimento é esse, e não posso fazer nada a respeito, até que eu vá novamente e seja surpreendido, essas foram minhas impressões.

PS.: As costelinhas suínas são excelentes, ficamos eu e o Ramires com a impressão de estarem temperadas com um desses temperos prontos de supermercado, mas… Eu até gosto deles (matem-me se quiserem).

Será necessário?

Estivemos (em parte) no Alemão de Guaramiranga, aproveitamos uma das nossa viagens para pousar no restaurante Hofbrahaus, localizado na praça do teatro de Guaramiranga, como de praxe para tomar algumas canecas do excelente Chopp Lupus Bier, de fabricação caseira. (more…)

Limone/Bardot

Pode ser o melhor self service da cidade.

A qualidade supera a quantidade, chega daqueles self services sem imaginação, repletos das mesmas coisas, feitas em grande volume e sem sabor… O limone/bardot, uma dupla de restaurantes irmãos merecem se destacar da corja do auto-atendimento rápido.

São poucas opções, realizadas com criatividade e sabor requintado, nada de saladas de alface com rodela de tomate, cebola e pimentão! Nada de grelhados espremidos numa chapa até quase secar!

Eu recomendo passar por lá, não é barato… Mas nem tudo na vida é perfeito, agora se você se importa com o que come na hora do almoço, vale cada centavo! E as sobremesas… Eu que não sou fan dos doces tive de conferir, e confesso que nunca vi melhores.

Grand Cru, sim, C R U!!!

Olá queridos leitores!!!

Se o post do meu amigo Saulo foi resumido o meu vai ser mais ainda, já que o meu forte no Gourmand é comer (teoricamente fotos também), escrever é o forte dos outros dois, portanto, nada de criar esperanças.

Pois bem, nosso amigo Kenji que fez a escolha do local e esse moço está numa fase bistrô, por isso não se surpreendam se qualquer dia desses façamos uma visita em outro. Soubemos só no dia onde seria o local da reinauguração do querido tour, que além da visita seria uma reunião pra discutirmos como seria essa nova versão dele: blog, podcast, fazer um album só fotos, xilogravura ou sinal de fumaça. Até tentamos fazer um podcast no dia, acabou falhando mas quem sabe qualquer dia postemos parte dele aqui no blog, nem que seja só pra ouvirem a voz desse que vos escreve fazendo uma leitura com entonação poética do cardápio da casa!

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Uma segunda parada.

Restaurante: João do Bacalhau
Chef: João
Culinária: Portuguesa

Localizado no corredor gastronômico de Fortaleza, um fator interessante da casa é a ampla vista da cozinha, mas de forma geral o local precisa de reformas. Atendimento um pouco disperso, mas eficiente, os garçons demonstram bom conhecimento do cardápio. Eu tenho minhas dúvidas da capacidade da cozinha sem a presença do dono, mas os pratos são de execução tão simples que acho inadmissível algo não estar a altura do que nos foi oferecido.

O bacalhau usado é o Gadus Morhua, ou bacalhau do atlântico, a procedência do peixe é fundamental para quem se propõe à culinária portuguesa clássica, o bacalhau de boa qualidade é bastante diferente das vertentes normalmente encontradas nos supermercados brasileiros, um primeiro aspecto é o tamanho do filé, um bom peixe produzirá peças de 5 à 7cm de altura, algumas vezes mais, uma segunda condição fundamental, o peixe não deve ser salgado, mas fresco ou resfriado. É fácil identificar um bacalhau de boa procedência, depois de assado ele deve formar “escamas” fracamente ligadas por uma liga gelatinosa, isso se deve à carne do peixe ter entre os feixes musculares uma grande quantidade de gorduras ricas em omega3.
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  • Trabalhando no blog pra depois começar a fazer a parte boa do serviço... comer bem.

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Macarrão com camarõesNo ponto!!!Estava bom....Pernil de carneiro...Ficou parecendo um peixe!!!Parte lightMexa isso ae menino...Também bebemos
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